Ritmo absoluto
Já passou da hora de atualizar o blog com os acontecimentos (e experiências) dos últimos meses. Vamos lá.
Shows: o segundo é em menos de uma hora (Vanessa da Mata recebe Maria Gadú, Mallu Magalhães e Dona Ivone Lara).
Estamos em maio (praticamente) e só consegui ir assistir a um show: Maria Rita semana passada. A rotina está matadora. Falta tempo para tudo, até para os passeios culturais. Vamos mudar isso!
Maria Rita – show de encerramento da turnê Samba Meu. Não há muito que dizer. Ela estava irradiante, casa lotada (ingressos esgotados até nos cambistas). Ovacionada, o público cantou praticamente TODAS as músicas do último CD. Aliás, se em 2007, quando ela lançou um disco de samba, alguém me dissesse que ela estouraria com ele, arrumava tema para uma longa discussão. Não. Minha opinião sobre o CD era clara: Maria Rita não combina com samba.
Mas, como a primeira impressão nem sempre é a que fica, bastou começar a tocar nas rádios uma versão ao vivo de O homem falou para eu começar a dar mais atenção ao álbum. Realmente, samba não foi feito para estúdio. Não se pode controlar praticamente nada, nem o ronco da cuíca, nem o batuque, nem a intensidade da voz. Samba é momento, é envolvimento, animação. E, para minha surpresa, Maria Rita não deixou a desejar.
Alegre, sorridente e simpática (pero no mucho – foi embora sem se despedir), conduziu a noite brilhantemente. Desde o inicio à capela de Samba Meu, até a explosão em Não deixe o samba morrer, o tempo voou. O show não durou 5 faixas do álbum, de tão bom. Claro que a noite também foi embalada por clássicos dos discos anteriores, como Cara Valente, A Festa e Caminho das Águas. Não sei se posso dizer que com a mudança de estilo ela se encontrou. Gostava dela naquele estilo meio blues, bem Menininha do Portão, bem Sobre todas as coisas. Tenho saudade da cantora que fazia shows de lenço no cabelo, descalça, na Toca do Bandido para poucas pessoas. Longe dos decotes, roupas brilhantes e barriga aparecendo. Confesso que ficarei bem triste se ela resolver se dedicar ao samba. Mas não posso negar que agora ela se encontrou com um ritmo que ela também domina, para meu azar, totalmente.
